“O barco está seguro no porto. Mas não foi para isso que os barcos foram construídos”
Grace Hopper
O porto é abrigo, é pausa, é silêncio.
É onde o barco descansa, onde os ventos não ameaçam,
onde as águas são calmas e previsíveis.
Mas o coração do barco não bate no cais.
Ele pulsa lá fora, onde as ondas desafiam,
onde o horizonte é promessa e mistério.
Porque o mar, com toda a sua incerteza,
é o único lugar onde ele realmente vive.
Assim também somos nós.
Podemos permanecer seguros,
protegidos pelas margens da rotina,
pelas correntes do medo,
pelas ancoragens do “e se”.
Mas fomos feitos para mais.
Para nos lançarmos ao desconhecido,
mesmo com o frio na barriga,
mesmo sem mapa certo,
mesmo sabendo que tempestades virão.
A alma humana não nasceu para se esconder no conforto,
mas para se descobrir no movimento,
nas escolhas corajosas,
nos riscos que valem a travessia.
Porque só quem se permite navegar,
descobre novos mundos –
inclusive, o próprio.
O que está te mantendo ancorada, quando tudo em você foi feito para navegar?











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