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Bruna Mathys, Percursos Inspiradores, Entrevista com Stella-Elena Hártlová

Entrevista com Stella-Elena Hártlová

Seu nome completo:  Stella-Elena Hártlová

Qual é sua profissão?

Sou educadora artística e facilitadora de workshops. Crio espaços onde mães e mulheres em transição podem explorar pintura, escrita criativa e expressão artística como formas de se reconectarem consigo mesmas.

Quem é você além da sua profissão?

Além do meu trabalho, sou mãe, uma aprendiz curiosa e alguém que ama explorar a criatividade na vida cotidiana. Valorizo a conexão, a natureza e o ato de desacelerar para perceber as pequenas coisas. Também sou alguém que está sempre crescendo e buscando novas formas de alinhar a vida com aquilo que faz sentido.

O que você deixou para trás em sua carreira anterior?

Deixei para trás meu trabalho em atendimento ao cliente como suporte técnico. Era estável e me deu habilidades importantes, mas não era algo que me trazia realização a longo prazo.

Como você soube que era hora de mudar de caminho profissional?

Depois de me tornar mãe, eu simplesmente não conseguia imaginar voltar a trabalhar oito horas por dia em um escritório. Essa era a minha realidade aqui na República Tcheca, mas depois que tive minha filha senti um forte chamado para voltar ao que eu tinha originalmente estudado. Naquele momento eu ainda não tinha um plano claro ou motivação total, mas o sentimento foi forte o suficiente para me mostrar que era hora de mudar.

 Quanto tempo levou para tomar essa decisão e realizar a mudança?

Tudo aconteceu surpreendentemente rápido. Já após a minha primeira sessão de coaching eu me senti tão inspirada e motivada que as coisas começaram a se alinhar e acontecer. Depois de apenas seis sessões eu já estava registrada como trabalhadora autônoma, oferecendo desenhos personalizados e até conduzindo meu primeiro workshop.

Com que idade você fez essa transição de carreira?

Fiz essa transição de carreira aos 40 anos.

Quais desafios você precisou superar para fazer o que ama hoje?

Um dos maiores desafios foi superar crenças limitantes. Durante muito tempo eu pensei que precisava me tornar arteterapeuta para oferecer algo significativo. Mas percebi que não é preciso ser terapeuta para criar uma experiência terapêutica com arte. Então mudei minha abordagem – em vez de oferecer arteterapia, agora crio um espaço seguro para expressão e autodescoberta, sem interpretação ou análise.

Também precisei abandonar a crença de que não se pode ganhar dinheiro com arte ou que eu já estava velha demais para começar algo novo. Além dessas mudanças práticas, enfrentei questões de autoestima – aprender a realmente acreditar que minhas habilidades e meu trabalho têm valor foi uma das partes mais importantes dessa jornada.

Se você pudesse voltar no tempo, o que faria diferente?

Se eu pudesse voltar, teria começado o processo de coaching muito antes. Eu sempre quis fazer algo criativo, por isso estudei educação artística, mas nunca tive uma visão clara de como isso poderia se transformar em profissão. A idéia de seguir o caminho criativo que tenho hoje só surgiu durante o coaching, e olhando para trás, vejo que começar antes poderia ter me dado mais direção e confiança para explorar o que realmente ressoava comigo.

Que conselho você daria a alguém que está passando por uma insatisfação profissional e considera uma reconversão de carreira?

Eu diria para começar a explorar o que realmente ressoa com você, mesmo que ainda não tenha um plano claro. Confie na sua curiosidade e nos seus instintos, e não tenha medo de experimentar coisas novas ou buscar orientação, como o coaching, para ganhar clareza. Nunca é tarde para mudar, e dar pequenos passos em direção ao que faz sentido pode levar a uma carreira mais satisfatória.

Além de se sentir mais realizada profissionalmente, que outras oportunidades você encontrou em sua profissão atual?

Além de me sentir mais realizada, encontrei oportunidades de me conectar profundamente com pessoas – especialmente mães e mulheres em transição – e apoiá-las na exploração de sua criatividade e autoexpressão. Também descobri a liberdade de moldar meu trabalho de acordo com meus valores, experimentar novas idéias e continuar aprendendo e crescendo a cada dia.

Como você expressa plenamente o seu potencial?

Eu expresso meu potencial criando espaços onde as pessoas podem explorar sua criatividade e se conectar consigo mesmas. Através dos meus workshops, que combinam pintura intuitiva, meditação e escrita, guio as participantes em processos de expressão e autodescoberta. Ao mesmo tempo, continuo desenvolvendo e experimentando minha própria prática criativa. Essa abordagem me permite alinhar meu trabalho aos meus valores e contribuir de forma autêntica e significativa.

Qual é um sonho ou projeto que você ainda gostaria de realizar?

Um dos meus sonhos é expandir meus workshops e ofertas criativas para alcançar mais mães e mulheres em transição, criando uma comunidade de apoio voltada para expressão e crescimento pessoal. Já criei um jornal e espero publicá-lo, e também gostaria de desenvolver mais recursos criativos, como cursos gravados, além de organizar retiros à beira-mar ou nas montanhas. Colaborar com outras práticas de autocuidado e autodescoberta, como dança ou yoga, também é algo que me entusiasma.

Conheça o trabalho da Stella aqui.

Bruna Mathys,
Percursos Inspiradores,
Entrevista com Stella-Elena Hártlová
Entrevista com Stella-Elena Hártlová sobre sua transição de carreira

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