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Bruna Mathys, mãe em nova fase da carreira após a maternidade

Morar fora do país: entre a saudade, a adaptação e a maternidade 

Morar fora do país é um sonho comum para muitas de nós. A promessa de uma vida melhor, de novas oportunidades, de ampliar horizontes… tudo isso nos impulsiona a atravessar fronteiras com coragem e esperança. A idéia de recomeçar encanta – e, por um momento, acreditamos que essa nova fase será leve e cheia de descobertas.

Mas, quando a mudança se torna realidade, percebemos algo que poucas pessoas comentam: Recomeçar nos expande – e também nos desafia.

O clima nos testa, a cultura nos surpreende, o idioma nos cansa, e até o silêncio dos outros parece diferente. Aos poucos, percebemos que aquilo que era familiar ficou distante – e com isso, uma parte de nós também se desloca. Surge uma adaptação que não é apenas externa, mas interna, silenciosa e emocional.

E então vem ela: a saudade.
Não só das pessoas, mas da vida inteira que deixamos para trás – dos rituais simples, dos sabores, das conversas espontâneas, do afeto disponível. A saudade vira casa e ferida ao mesmo tempo.

E quando, nesse cenário, a maternidade chega… tudo se intensifica.

Ser mãe no exterior é viver a potência e a vulnerabilidade juntas. É amar profundamente e, ao mesmo tempo, sentir-se sozinha mesmo tendo apoio. É aprender que a ausência da rede familiar pesa, que a amamentação pode ser um choque, que os primeiros dias são emocionalmente desafiadores – e que ninguém te contou como seria enfrentar tudo isso longe do seu lugar de origem.

Mas é também aqui que algo poderoso acontece:
a maternidade desperta uma força que talvez você nem soubesse que tinha.

A cada crise superada, a cada noite difícil, a cada adaptação cultural que você encara por conta dos filhos, você se transforma. A maternidade no exterior não apenas exige – ela revela.
Revela resiliência.
Revela identidade.
Revela prioridades.
Revela maturidade.

Com o tempo, percebemos que não somos mais as mesmas. E essa transformação, embora dolorosa em alguns momentos, é profundamente rica.
É ela que nos faz questionar:

Quem eu sou agora, depois de tudo isso?
O que faz sentido para mim hoje?
Como quero construir minha vida daqui para frente?

Essas perguntas não são sinais de fraqueza – são sinais de consciência.
Elas marcam o início de um novo capítulo: o da descoberta de quem você é agora, depois da mudança.

Hoje, quase quinze anos após ter recomeçado minha vida em outro país, vejo que a saudade nunca desapareceu – mas eu aprendi a crescer com ela.
Aprendi a misturar minhas raízes com minha nova realidade.
Aprendi a me reinventar.
E, principalmente, aprendi que estar longe não me diminuiu – me ampliou.

Viver no exterior, maternar longe da família, reconstruir identidade… nada disso é simples. Mas é nesse processo que encontramos clareza, força e propósito.

E você?

Se você está vivendo no exterior e sente que está num “entre-lugar” – entre a saudade e a adaptação, entre o que você era e o que está se tornando – saiba que seus sentimentos são legítimos.

Você não está sozinha.
E seus questionamentos são o ponto de partida para a clareza que você busca.

Como você tem vivido essa jornada?
O que dentro de você está pedindo mais atenção neste momento?

Compartilhe nos comentários – sua experiência pode inspirar outras mulheres também!

Bruna Mathys,
Mãe com criança vivendo no exterior, representando adaptação cultural e distância da família
Entre a saudade, o novo e a maternidade, descobrimos forças que nem sabíamos que existiam. Como tem sido essa jornada para você?

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